domingo, 24 de fevereiro de 2013

Grandes perdas

Hoje em dia o assunto da pirataria está bem vigente em praticamente todo tipo de ambiente artístico. Por exemplo. Hoje você encontra na internet praticamente todos os filmes e músicas desejados. Livros também, não em uma escala tão abrangente, já que é um bem massivo de menor consumo em todo o mundo. Mas o que me impressionou mesmo foi ler com meus olhos que a terra há de comer e com esses meus óculos comprados numa ótica do brasil que em Buenos Aires há uma guerra implícita contra a falsificação de livros. Hoje, na Argentina, a falsificação de livros provoca a perda de US$ 10 milhões anuais para a indústria editorial. Mas quer saber quais são os principais afetados pela pirataria editorial? O mais afetado por tudo isso são os autores, cujo prejuízo é enorme, pois o direito autoral é seu salário. Inclusive, em muitos casos, o prejuízo é dobrado, já que há as alterações nas obras pirateadas por falhas na impressão. Logo o prejuízo econômico se soma ao dano moral por ver sua criação afetada. Pode-se dizer que os escritores são os mais ameaçados pela pirataria dentro do ambiente artístico. Se bem que os discos podem ser copiados ilegalmente, os músicos têm como outra fonte de arrecadação os shows. Os escritores não podem ler seus livros em público. Ou mesmo os filmes, por mais que sejam vendidas cópias piratas em quase todos lados, o cinema continua sendo uma indústria de sucesso, com um grande afluente de espectadores. A cada livro falso vendido, a editora perde 55% do preço da venda ao público e o autor perde entre 10 e 15%. Mas além dos autores e das editoras, a pirataria afeta toda a cadeia da indústria editorial: incluindo a livraria até o distribuidor, passando pelos corretores e designers, passando também pelo governo.